
Olá sou a Anita, a noiva!
Nasci em 2000 e foi-me atribuída a data de 15 de Agosto porque a veterinária achava que eu devia comemorar o meu aniversário num feriado. Nasci na Castanheira do Ribatejo. Não é uma bela localidade, mas sou ribatejana, tal como a minha dona-filha e ela orgulha-se muito disso. Sou a primeira e única gata da dona-filha.Quando eu nasci, vivia com a minha mãe, o meu irmão da ninhada, o meu irmão mais velho e a minha avó. Do meu pai nunca soube nada e a minha mãe nunca me falou dele.
Eu nasci na casa de umas primas das donas. Um dia a minha dona-mãe passou por lá a fazer uma visita e viu-me a mim e ao meu mano. O meu mano tinha a cabeça branca, por isso a dona escolheu-me a mim, porque eu era linda!
Quando ela chegou a casa, a dona-filha estava a dar explicações (na altura tinha 17 anos). A dona mãe fechou a porta da cozinha e a dona-filha pensou que fosse para não fazer barulho. No fim da aula de explicação, a dona mandou a dona-filha ir à marquise da varanda. A dona apenas viu granulado e achou que a dona lhe tinha trazido um cãozinho (como já tinha tido outros), espreitou para baixo da máquina da costura e lá estava eu. Comecei a miar, queria a minha mãe, não sabia o que se tinha passado...A dona-filha pegou em mim e foi amor à primeira vista, parei de miar e aconcheguei-me. Ela mostrou-me aos meninos da explicação, que gostaram muito de mim.
Na minha primeira noite cá em casa, as donas decidiram que eu dormiria com a dona-filha. A meio da noite,miei, miei, miei, miei, e a dona não sabia o que queria. Passado um bocado a dona sentiu-se molhada!Pois é!Fiz um xixi na cama da dona. A dona não ralhou comigo, pois era pequenina, em vez disso, levou-me à caixa de areia e eu fiz o resto das necessidades ali. Até hoje nunca falhei a minha caixinha de areia.
A dona-filha decidiu chamar-me Anita, tal como a sua personagem favorita das histórias.
Tenho sido muito feliz, toda a minha vida. Acolhi o namorado da dona com muito carinho e cada vez que ele nos visita, só quero colinho dele!
Recentemente algo ensombrou a minha vida. Detectaram-me um tumor, fui submetida a uma cirurgia onde, além de me extraírem o tumor, retiraram-me as duas maminhas onde ele apareceu e fui também esterilizada. Quando achávamos que tudo estaria ultrapassado, veio a análise do tumor, é da pior estirpe e tem 50% de hipóteses de voltar. A minha dona sentiu o chão sair debaixo dos seus pés.Mas enquanto há vida, há esperança!A dona tem fé de que este problema está ultrapassado, pois o tumor estava isolado!Por isso, pensamento positivo!
Além disso pude contar com vários amigos do Petnet, que me deram todo o apoio, inclusivé o meu marido, que na altura era apenas meu amigo...
Beijinhos a todos os que leram a minha história